Semana Santa me enche de recordações, como ser acordado logo cedo com cheiro doce e milho sendo cozido. De passar pela cozinha e ver um panelão tomando conta de todo o fogão.
Do leite de saquinho ao lado do
cravo da Índia enquanto meu pai saia para comprar mais coisas, minha mãe na
cozinha a ajudar enquanto minha avó estava ao telefone agendando a vinda dos
meus tios e demais parentes que passariam para buscar um pouco do mugunzá.
Dos almoços divididos, que passávamos
primeiro na casa da vó Almira (mãe do meu pai) e depois na casa da vó Núbia
(mãe de criação da mãe), onde aguardavam meus pais para o tradicional serra,
jogo de cartas com jogadas que sempre me causavam risadas, como pé de pinto,
bisca, um bebo entre outros.
Da sala da minha avó tomada por
primos que brincavam comigo e minha irmã, quando não se juntava os mais novos
contra os mais velhos para uma disputa de dança em grupo.
A Semana Santa era algo mágico
que se vivia em família. Com o passar dos anos os encontros diminuíram e muita
coisa mudou depois que meus avôs se foram e até meu pai.
Hoje o momento é mais reservado
com minha turma de casa e assim somos felizes do mesmo
