Decisão na justiça pode reduzir a cobrança da energia no Acre

Por meio de uma ação da Lojas Americanas, em Santa Catariana, que questionou o valor cobrado pela alíquota de 25%, igualmente é cobrado no Estado do Acre e outros estados, alegando que o correto deveria ser 17%, o caso foi levado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O processo poderá beneficiar de forma geral, ou seja, se for aprovado a sua inconstitucionalidade pelos ministros, a redução poderá ocorrer a nível nacional. O resultado parcial da votação ficou 7 votos a 3, conforme já havia sido sugerido pelo ex-ministro Marco Aurélio de Melo.

"Adotada, pelo legislador estadual, a técnica da seletividade em relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços — ICMS, discrepam do figurino constitucional alíquotas sobre as operações de energia elétrica e serviços de telecomunicações previstas em patamar superior ao das operações em geral, considerada a essencialidade dos bens e serviços", escreveu Mello em seu voto.

A divergência foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, que foi seguido por Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso. O grupo que se opôs divergiu parcialmente ao reconhecer a constitucionalidade de alíquotas diferentes ao setor de serviços em telecomunicações e energia elétrica, mas com justificativas.

Um exemplo bem colocado pelo vereador Emerson Jarude de como funciona a atual cobrança, seria de que a cada R$100 o acreano paga R$25 a mais só de imposto.

Buscamos saber do Governo, se for votado pela maioria dos ministros, se ele já tem algum planejamento de possibilidade de reembolso da diferença paga ou se posicionará conforme orientações do Supremo. O secretário de Fazenda do Acre, Rômulo Grandidier disse que o governo está no aguardo do resultado.

“Estamos aguardando a modulação dos efeitos. A devolução pelo acórdão seria só para quem já havia entrado com ação judicial”, disse Grandidier.

Resta apenas o voto do ministro Nunes Marques para encerrar o julgamento e proferir a decisão.

 

Com informações do Correio Braziliense.

Victor Augusto

Prazer, Victor Augusto, 37 anos, acreano, jornalista e académico de direito. Por isso, criei este espaço onde compartilho minhas experiências e aprendizados. Afinal, acredito que conhecimento deve ser diário para nossa evolução. Por aqui, abordo assuntos sobre estilo de vida, com ênfase em levar uma vida baseada na informação, já que é minha área de formação e atuação.

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