A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente investiga o caso da bebê Aurora, que teria sofrido queimaduras após um banho na Maternidade de Cruzeiro do Sul. Segundo o delegado Vinícius Almeida, testemunhas relataram que a água estava extremamente quente, chegando a exalar vapor. A mãe da recém-nascida também percebeu a temperatura elevada ao tocar na água usada no procedimento.
Aurora, nascida prematura com 35 semanas, recebeu alta da pediatra no mesmo dia, com atestado de boa saúde antes do banho. A técnica de enfermagem responsável foi intimada e deverá prestar depoimento ainda nesta semana.
A Polícia Civil também apura se a criança possui uma doença genética rara, chamada epidermólise bolhosa, que fragiliza a pele. Um exame foi solicitado e aguarda resultado.
“Mesmo com essa possibilidade, seguimos apurando todas as hipóteses”, disse o delegado.
A perícia técnica confirmou que a torneira do local pode atingir até 57 graus.
“É preocupante, ainda que não fosse essa a temperatura no momento”, afirmou Almeida.
A investigação também aponta falhas no controle da água: o protocolo era manual, sem uso de termômetro. A água era aquecida por chuveiro elétrico, não por boiler.
Aurora foi transferida para um centro especializado em Belo Horizonte (MG), onde segue em tratamento. A investigação continua até a elucidação completa do caso.
Com informações Juruá24Horas
