No início do ano se notou três cheias do rio em Rio Branco,
chegando a atingir vinte e cinco por cento da população. Com a influência do El
Niño, não chovia no estado há amis de quarenta dias, o que reforça a preocupação
das autoridades.
O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, coronel Claudio
Falcão, alerta para os riscos com o baixo nível do Rio Acre.
“Estamos vivendo um extremo do clima na capital, o rio está
quase abaixo dos dois metros, o que pode comprometer o abastecimento,
dificultar na produção agrícola, assim como já vem causando transtornos no que
diz respeito ao escoamento da produção”, disse o coordenador.
Ainda segundo Falcão, produtores com o Rio Acre em níveis normais
chegam a levar duas horas das propriedades até os mercados municipais e
atualmente esse tempo aumentou.
“Produtores que dependem do rio chegam a sair das suas
propriedades às quatro da manhã, levando duas horas até chegar no porto para
desembarque. Como a formação do rio parece cascata, existem trechos que dobram
o tempo de viagem e outros já nem passam”, destacou Falcão.
Com essas e outras dificuldades causadas pela baixa do rio,
a situação pode se agravar e diferente do início do ano, cem por cento da
população será afetada.
“Diferente do início do ano onde a cheia atinge um quarto da
cidade, com a baixa do nível, isso afetará a todos. Já sinalizamos ao prefeito
a situação critica e esses dias ele já deve decretar emergência”, frisou Claudio.
