segunda-feira, 27 de junho de 2011

Obrigado Santo Antonio

“Coisa boa é acordar a cada dia/Coisa boa é ter a sua companhia/É como mergulhar no rio/Encher um coração vazio/É brisa leve em frente ao mar/a espera de você chegar.” Inspirado na canção do Falamansa e em ritmo de São João, o cupido decidiu trabalhar nesse jovem escriba, que agora passa a manter essa fogueira em chamas dentro do peito.

Diferente da festa dos prazeres da carne, esse jovem que antes gritava aos quatro ventos que tudo era em beneficio do social, passado o carnaval, as festas juninas são uma das melhores épocas, pois se pode pular a fogueira ou se conseguir um belo amor através do bom e velho correio elegante.

Quem nunca teve a sensação de se sentir completamente só, enquanto se encontra no meio de milhares de pessoas? Quem nunca teve um amor não correspondido? Quem nunca se decepcionou com uma pessoa que parecia ser de sua inteira confiança? Quem nunca foi ferido ou agredido pela pessoa que você mais gosta ou amou em toda sua vida até aquele momento?

Essas são algumas das situações que estamos condicionados a viver, quando aparentemente não possuímos um estimulo de viver ou um objetivo de vida. Quantas vezes fugi das pessoas, só pelo simples fato de não ser encontrado e compartilhar um momento bom com elas e acabar estragando por não estar no melhor estado de espírito.

Hoje tudo isso é diferente, pois encontrei uma pessoa que sempre digo por aí que é uma pessoa encantadora, não pede nada, muito compreensiva, sabe como impressionar as pessoas. É uma pessoa segura, mente aberta, positivista, temperamental. É amante caprichosa, sensual e excessivamente apaixonada, bela, sensível, honesta e companheira tolerante, com um sentido de justiça muito preciso.

Sou grato por ela, se no futuro me perguntarem sobre a maior lembrança que tenho, certamente ela se chamara pelas iniciais de LV. Não canso de falar o quanto ela passou a ser importante pra mim, sem falar dos momentos de cumplicidade que temos em comum.

Muito obrigado por ter entrado na minha vida e por estar fazendo tanta diferença... Obrigado pelas vezes em que você passou “vergonha” comigo e desculpa o trabalho que posso ter dado. Dizer que te amo é a palavra mais simples para tentar definir o que sinto, penso e vivo no que diz respeito a você.

sábado, 25 de junho de 2011

Oportunidade


Quem nunca teve a sensação de se sentir completamente só, enquanto se encontra no meio de milhares de pessoas? Quem nunca teve um amor não correspondido? Quem nunca se decepcionou com uma pessoa que parecia ser de sua inteira confiança? Quem nunca foi ferido ou agredido pela pessoa que você mais gosta ou amou em toda sua vida até aquele momento?

Essas são algumas das situações em que estamos condicionados a viver, quando aparentemente não possuímos um estimulo de viver ou um objetivo de vida. Quantas vezes eu não fugi das pessoas, só pelo simples fato de não ser encontrado e compartilhar um momento bom para elas e eu acabar estragando por não estar no melhor estado de espírito. Hoje em um dia de chuva eu me lembrei da Lane.

Lembrei-me da Lane pelo fato de que sempre digo por aí que ela é uma pessoa encantadora, não pede nada, muito compreensiva, sabe como impressionar as pessoas. É uma pessoa segura, mente aberta, positivista, ativa na luta por causas sociais, popular, temperamental. É amante caprichosa, sensual e excessivamente apaixonada, bela, sensível, honesta e companheira tolerante, com um sentido de justiça muito preciso.

Sou grato por ela, se algum dia alguém me perguntar no futuro, qual a maior lembrança que eu tenho do meu passado, somente um nome será lembrado: Lane Valle. Não canso de falar a todos o quanto ela passou a ser importante pra mim e tamanha é minha frustração por não conseguir encontrar maneira de conseguir agradecer pelo que ela me oferece e me proporciona, sem falar dos momentos de cumplicidade que temos em comum.

Passo a me lembra de quanto eu gosto dela pelos momentos em que eu começo a devagar em meus pensamentos ou quando estou sem animo para realizar as coisas.
Cada pessoa que passa em nossa vida é única, sempre deixa um pouco de si e levam um pouco de nós. Há os que levam muito, mas não há os que não deixaram nada. Essa é a maior responsabilidade das nossas vidas e prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso. Assim diz uma espécie de pensamento, o que é uma grande verdade.

TE AMO !
Muito obrigado por ter entrado na minha vida e por estar fazendo tanta diferença...obrigado por todas as vezes em que você passou a se fazer presente e desculpa todo trabalho que eu já te dei. Te amo muito. Essa é a única palavra que encontro para te falar e resumir tudo, mas tudo o que eu possa sentir, pensar e viver no que diz respeito a você.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Teu cajado e tua vara me fortalecem

Uma emenda em caráter urgente, ur-gentíssimo, à declaração universal do homem que é homem: pelo direito sagrado à brochada ou broxada, tanto faz, como registram nossos velhos e bons dicionaristas.

É, estamos ao ponto de perder a nossa mais sensível e delicada condição, uma das raras, a nossa mais linda falência. A cada dia é uma química nova na praça.

Pelo direito das moças realizarem exame antidoping nos marmanjos, para saber o que é vigor artificial e o que vem a ser o fogo que deveras queima o desejo por elas. Contra a fraude amorosa!

Depois do Viagra, do Levitra, tem ainda o Cialis e outros congêneres que prometem 36 horas no ataque, sururu na área, na boca do gol, a tática do abafa. Um dia e meio em riste. Um fim de semana de confusão. Quem aguenta? Ainda mais com aquela nossa força mecânica sem delicadeza alguma, achando que sexo é esporte apenas de lenhadores.

Pelo medo do artilheiro diante do pênalti, pelo sagrado direito à broxada, pela carne trêmula diante da moça. Pelo suspense erótico, e até mesmo por aquela coisa hippie definida simplesmente como “questão de pele”, “química” etc. Clamamos, uma vez mais: queremos de volta a nossa falência demasiadamente humana.

De ovo de codorna, de catuaba para cima, exame antidoping neles. Sim, ostra também vale, afinal de contas é o melhor dos afrodisíacos do embornal do velho Casanova.

O uso das pílulas milagrosas é uma espécie de dumping, para usar a terminologia de mercado - quando um concorrente cria uma vantagem desleal na praça e vende o seu peixe de forma enganosa.

Como a gazela ou a afilhada de Balzac vão saber se aquela devoção toda é motivada por elas mesmas ou pela química? Eis um novo item na lista de inseguranças femininas.

E um reforço e tanto no reclamado machismo de todos os cabróns. Ora, a possibilidade da broxada nos torna mais humanos, mais sensíveis, atentos… Sem isso, imaginem a arrogância fálica, o poder macho, a plenitude da velha expressão “bater o pau na mesa”.

Homem que é homem defende e preza pela humildade franciscana da broxada. Claro que se o tio já dobrou o Cabo da Boa Esperança e enfrenta a disfunção erétil, nada mais justo. Trata-se de questão médica, vai fundo, toda força,  amigo.

O triste é ver jovens, garotos que nem aprenderam ainda dar bom dia a uma mulher, fugindo à luta, descrentes dos seus próprios poderes. Pobres moços, mal sabem da bela compaixão e ternura que desperta uma broxada. Infalíveis, mimados pela mãe e pela química, irão passar a vida inteira sem essa bela experiência.

Desabonitado é o cacete

Todo homem dito feio ou mal-diagramado, como costumo aliviar para o nosso lado, deve ter o direito sagrado à mentira amorosa.


É fácil ser um Marlon Brando (ah, O Último Tango em Paris!), ou um Brad Pitt, para ficarmos aqui no mundo macho do cinema que serve de colírio para as moças.


É moleza ser esteticamente arrumadinho. Estas criaturas sim, não carecem da mentira. Se tergiversam, se pisam na bola, se aprontam e saem com mirabolantes enredos – cada história monstra sem pé nem cabeça – é por pura cara de pau, safadeza braba mesmo.


Os feios, todavia, dependem da mentira como um burro precisa de capim. Não falo obrigatoriamente das grandes mentiras, das trapaças épicas, trato do varejão dos pequenos enganos, aquela forma sutil e necessária de editar a vida, arrumar as versões para não ser atropelado pela pessoa amada.

Todo macho feio, e a sentença deveria constar da Declaração Universal dos Direitos do Homem, tem direito à mentira, à lorota boa.


É fácil ser um Apol, tudo bem assentado, pele sem as marcas do tempo e, para completar a perfeição, com o bolso farto de grana. O bolso, aliás, segundo algumas moças mais espertas, é o melhor pedaço da nossa lição de anatomia.


Vai ser feio nessa encarnação, amigo, para sentir que sacrifício medonho. Uma provação a cada esquina, a cada festa no recanto da Valquiria, a cada tentativa de sociabilidade ou acasalamento.


Em sendo assim, mentir torna-se mesmo um direito sagrado. Repito: a mentira de varejo, não obrigatoriamente aquela grandiosa da qual falam os Dez Mandamentos e outras tábuas divinas

Coerência e retidão 100% é dever, obrigação mesmo, da cartilha do homem muito bonito. Aí sim, imperdoável possuir todos os predicados e facilidades de um boa vida e ainda assim infringir os códigos morais da boa conduta.


Como é melancólico, como é horrível e triste quando uma mulher flagra um bonitão, um galã salivante de pulhas, fraudes e mentiras.


E o sinal mais óbvio do mentiroso, você sabe, leitora querida, é o falso juramento. Quando o cara aparece cheio de “eu juro, eu juro”, já viu, né, cometeu algum deslize. Fez alguma merda, para usar termo mais chulo, porém mais apropriado a tais ocasiões.


Além da licença poética para arrumar um pouco as histórias e pisadas na bola, deixo aí, meu caro companheiro de infortúnio estético, mais uma vantagem que me foi soprada, de forma espírita, pelo Sérge Gainsbourg: “A beleza, amigo, é passageira; a feiúra é para todo o sempre, amém”.


Sim, o Gainsbourg é aquele cantor e compositor francês do maior hino de motel de todos os tempos, Je T’aime Moi Non Plus.